Belo

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Genres : Romântico, Pagode, Samba

A voz firme e suave, as canções românticas e as letras que falam de amores sofridos, perdidos e conquistados lembram o Belo que se tornou referência no samba/pagode e que vendeu mais de sete milhões de discos nos seus vinte anos de carreira. Mas, sem dúvidas, seu novo disco “Mistério”, com lançamento em novembro pela Sony Music dá ao cantor um ar muito mais sofisticado, comprovado principalmente nos arranjos de Jota Moraes e Glauton Campello, mostrando que Belo passeia por diversas vertentes da música popular brasileira. Além disso, a cumplicidade entre o cantor e o produtor Umberto Tavares resulta em faixas coerentes, que prometem embalar muitos corações.

“Sempre fui fã declarado da Mpb e dessa galera que a construiu a exemplo de Guilherme Arantes, Ivan Lins, Caetano, Gil, Gal, Milton, Djavan, Bethânia e do próprio Jorge Vercilo que fez a composição que dá nome ao disco. “Mistério” traz de certa forma essas influências, mas está fincado na minha essência, ao que me trouxe para a música que foi o Soweto. Este projeto lembra meu primeiro álbum de carreira solo “Desafio”, mas sem dúvidas tem um lado mais elegante desde a sua concepção de arte até os ajustes finais”, acredita o cantor.

A canção de trabalho, “Porta Aberta”, desde seu lançamento em setembro figura entre as três mais tocadas das rádios em todo o país. Outra faixa que gera bastante expectativa é “Linda Rosa”, um dueto emocionante entre Belo e Ivete Sangalo. O álbum ainda conta com a participação da dupla sertaneja Thaeme e Thiago na música “Até o sol não nascer mais” e de uma regravação de ” Mesmo sem entender”, do cantor gospel Thalles Roberto. “Uma vida com propósito vai muito além do limite da religião. Fico feliz em ser um simples instrumento de Deus para tocar no coração do Belo e das pessoas”, afirma o compositor.

A abertura do álbum com a canção “Feliz” tem um destaque especial – tanto pelo alcance vocal de Belo quanto na suavidade do piano de Jota Moraes que valoriza a técnica do intérprete – assim como as faixas “Tatuagem”, “Mistério”, “Vi no seu olhar Ii” (continuação de um grande sucesso do seu último disco, “Tudo Novo”) e “Caso sério” com um momento eletrônico inspirado na lendária “Sexual Healing” de Marvin Gaye.

Como de costume, Belo despeja a mais pura emoção em todas as músicas do disco, principalmente em “Outra vez”. “Quando ele foi colocar a voz nesta canção, chegou a chorar e decidimos usar esta gravação, mesmo com a voz embargada para passar a realidade do sentimento daquele momento”, revela Umberto Tavares.

Talvez o grande mistério do novo disco de Belo esteja na coerência e no passeio conciso entre a emoção, a cumplicidade e a musicalidade da mais absoluta qualidade.

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